CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
Lei Nº 13.105, de 16 de Março de 2015.
Artigo 569
Cabe:
I - ao proprietário a ação de demarcação, para obrigar o seu confinante a estremar os respectivos prédios, fixando-se novos limites entre eles ou aviventando-se os já apagados;

II - ao condômino a ação de divisão, para obrigar os demais consortes a estremar os quinhões.


568
ARTIGOS
570
 
 
 
Resumo Jurídico

O Mandado de Segurança e a Competência para sua Impetração

O artigo 569 do Código de Processo Civil trata de uma questão fundamental no direito processual: quem pode julgar um mandado de segurança. Ele estabelece as autoridades judiciais com competência para decidir sobre esses importantes remédios constitucionais.

Em termos simples, o mandado de segurança é um instrumento jurídico utilizado para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público.

O artigo 569 esclarece que a competência para julgar o mandado de segurança será definida de acordo com a hierarquia da autoridade coatora, ou seja, a autoridade que praticou o ato ilegal ou abusivo.

Assim, o mandado de segurança deverá ser impetrado perante o órgão judicial que possua competência originária para julgar a autoridade que está causando a lesão ao direito líquido e certo.

Em resumo, o artigo 569 estabelece que:

  • Se a autoridade coatora for um membro de Tribunal, será competente para julgar o mandado de segurança o próprio Tribunal. Por exemplo, um conselheiro de Tribunal de Contas.
  • Se a autoridade coatora for um juiz de primeira instância, será competente para julgar o mandado de segurança o Tribunal de Justiça ou o Tribunal Regional Federal, dependendo da esfera de atuação do juiz.
  • Em outras hipóteses, a competência será definida pela Constituição e pelas leis, observando-se a estrutura do Poder Judiciário.

É crucial entender essa regra para que o mandado de segurança seja direcionado à autoridade judicial correta, garantindo sua tramitação e julgamento eficaz. A violação desse dispositivo pode levar à extinção do processo sem resolução de mérito por incompetência absoluta do juízo.